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Na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, os corredores dos percursos de asfalto largaram rumo à MT 251, estrada que liga a cidade a Cuiabá. Tanto os participantes dos 12km quanto os dos 21km passaram pelos paredões de arenito e pelo Portão do Inferno, onde as formações rochosas de um lado contrastam com o precipício de 150m de altura do outro. Ao longo do caminho, araras azuis acompanharam os corredores e a paisagem se transformava entre campos mais abertos, áreas de mata e formações rochosas que ajudam a contar a história de um território que já foi mar e deserto, a cerca de 150 milhões de anos atrás.
No quilômetro 6, os dois percursos encontraram um Special Point que acabou se transformando em uma verdadeira festa entre os corredores. O espaço contou com duchas para refrescar os atletas, isotônico, água, Guaraná Antarctica e doces locais da Chapada dos Guimarães. A parada também teve apresentação ao vivo do DJ Orun, ajudando a renovar a energia dos participantes antes dos quilômetros finais.
“Venho diretamente de Manaus, Amazonas, essa é a minha primeira vez no BPC e estou representando o Corre de Quinta. Eu quero agradecer a Olympikus. Correr na Chapada dos Guimarães é simplesmente incrível! O visual, a torcida da galera, é tudo muito incrível de se viver. Eu estou vivendo um sonho aqui”, celebra Brenno Pinheiro Marinho, vencedor dos 12km e 3º colocado no Desafio Strava.
Com 21km, o percurso mais longo acumulou 515 metros de altimetria e proporcionou aos corredores um contato ainda maior com a diversidade da vegetação da Chapada. Entre escarpas, vales abertos, áreas de Cerrado e trechos de mata mais fechada, o trajeto revelava novas paisagens a cada trecho e tornava a variação do terreno parte importante da experiência. “Eu estou acostumada a correr no asfalto, mas aqui foi um pouco diferente, porque corri 21km, mas com uma percepção de 26km, quase 30km. A experiência é sempre incrível e maravilhosa. Sempre é um prazer estar com a Olympikus, desta vez na Chapada dos Guimarães. Simplesmente uma experiência incrível, amei”, conta Bárbara Maia, atriz e corredora.
Durante as provas de asfalto, os corredores também participaram de um desafio promovido pelo Strava. A missão foi dar o máximo do corre em um trecho de 1km. No percurso de 12km, o segmento teve início no quilômetro 9. Nos 21km, os atletas encontraram o desafio a partir do quilômetro 18. Os três melhores tempos das categorias feminina e masculina receberam um kit exclusivo do Strava.
“Foi um evento maravilhoso, incrível mesmo. E, para mim, participar do Bota Pra Correr é sempre uma experiência muito diferente, porque só aqui eu consigo viver a corrida de forma divertida, diferente do meu dia-a-dia de treino como corredora profissional. Aqui consigo sentir a alegria e incentivar as pessoas durante o percurso, ver a paisagem, comemorar. O Bota Pra Correr é isso, é o maior festival de corrida, que une a corrida às descobertas de lugares encantadores do nosso país, é um momento de alegria para nós, atletas profissionais”, conta Jéssica Ladeira, atleta patrocinada da Olympikus.
Já na trilha, a experiência foi ainda mais imersiva. Os 19km aconteceram integralmente dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com passagem por áreas de Cerrado, matas, rios, cachoeiras como a Véu da Noiva, e pelo Morro de São Jerônimo, o ponto mais alto do paque, proporcionando vistas incríveis. Ao longo do percurso, os atletas puderam observar a mudança da vegetação e diferentes espécies de aves, em uma rota que combinou esforço físico e contato direto com a história geológica do local.
“Estou muito feliz pela oportunidade de correr essa prova. A Chapada é um lugar lindo, foi uma prova com percurso bem rolado, bem gostoso de correr. Passamos por estradão, trilha, pedra e bem diversificado. Estou bem feliz”, comemora Tais Damasio, vencedora dos 19km.
O trajeto também incluiu a reabertura da trilha do Elisiário, que foi reconstruída em parceria com o ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e a gestão do Parque Nacional. A trilha permanecerá aberta para uso público como legado da realização do Bota Pra Correr na Chapada dos Guimarães. “Estava com muita saudade dessa trilha, que é muito bonita pela paisagem que ela proporciona. E ela vai ser reaberta depois do Bota Pra Correr. O evento está contribuindo com isso e a gente está super feliz”, conta Natally Boeborora, bióloga, turismóloga, espeleóloga, guia de Turismo de MT, intérprete da natureza, mestre em Ciências Ambientais e remanescente do povo Boe.
Os corredores da modalidade de trilha também encontraram um Special Point no quilômetro 10, com hidratação reforçada. Ao todo, o percurso somou 450 metros de altimetria e exigiu atenção dos participantes em trechos de solo arenoso, travessias de rio e áreas técnicas.
“É o 8º ano que eu participo do Bota Pra Correr. Aqui na Chapada dos Guimarães foi espetacular, diferenciado. O que o Bota Pra Correr representa para mim? É um programa obrigatório na minha agenda. Inclusive, já comprei minhas passagens para o ano que vem. Para mim, o Bota Pra Correr já faz parte da minha vida”, conta Maria Cotinha Bezerra Pereira, vencedora da categoria 60+, nos 12km.
O patrocinador do evento, Smurfit Westrock, também esteve representado por um pelotão de 80 pessoas. O grupo reuniu colaboradores de todo o Brasil vencedores de um desafio interno de corrida promovido pela empresa, além de clientes. A iniciativa repetiu a experiência da edição anterior, quando a participação do time se tornou um dos destaques do Bota Pra Correr.
“Estamos muito felizes em fazer parte da 12ª edição do Bota Pra Correr e de um movimento que conecta esporte, natureza e desenvolvimento humano. Na Smurfit Westrock, acreditamos que o impacto positivo começa pelas pessoas, por isso investimos continuamente em iniciativas voltadas ao bem-estar dos nossos colaboradores. Essa parceria reforça nosso compromisso de colocar as pessoas no centro das decisões e incentivar iniciativas que contribuem para a qualidade de vida e o desenvolvimento humano”, afirma Luciana Souto, diretora de RH e Comunicação da Smurfit Westrock Brasil.
Atletas aproveitam estrutura da corrida
Após cruzarem a linha de chegada, os atletas puderam aproveitar a estrutura montada no estacionamento do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, onde funcionou a arena do evento. O espaço pós-prova recebeu um café da manhã especial com Gatorade e Michelob, área de recovery e a premiação dos primeiros colocados, além de ser ponto de encontro para os corredores descansarem e compartilharem as experiências do percurso.
“O Bota Pra Correr é maravilhoso porque a corrida é só o começo. A gente corre, mas também descobre lugares, conhece pessoas, histórias e culturas que ajudam a entender a diversidade do nosso Brasil. E viver tudo isso na Chapada dos Guimarães foi ainda mais especial, em um lugar de uma beleza e uma riqueza tão únicas. Somos uma marca brasileira, feita por e para brasileiros, e o Bota Pra Correr traduz muito desse nosso jeito de celebrar o Brasil: correndo, descobrindo e vivendo cada destino de perto”, conta Bianca Dallegrave, diretora-executiva de marketing da Olympikus
A celebração continuou no domingo à noite, na Estância Lagoa das Conchas, com uma festa de confraternização para os inscritos. O encontro reuniu música, bebidas e comidas, e corredores que chegaram de diferentes partes do país e do mundo para viver a experiência na Chapada dos Guimarães. O line-up teve DJ Orun e Transpira Transpira. Como boas vindas, o open bar contou com Corona, Corona Zero, Michelob, Guaraná e Guaraná Zero.
A programação da noite continuou com o Bota Pra Cantar, after oficial do festival em parceria com o Apple Music, player oficial do Bota Pra Correr. O convite era para os chamados “inimigos do fim”, que ainda tinham disposição para cantar suas músicas preferidas, dançar e prolongar a comemoração depois da prova.
Autor: Alô Chapada
Data:
08/09/2026